Miniatura

Acadêmico
Dom Joaquim Silvério
Número de Cadeira
23 Patrono:Joaquim Felício dos Santos
Data de Posse
13 de maio de 1910
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Joaquim Silvério de Souza, nasceu no dia 20 de julho de 1859, na Fazenda das Peneiras, perto de São Miguel do Piracicaba, hoje Rio Piracicaba. Filho de Antônio de Souza Monteiro e de Ana Felícia Policena de Magalhães, aos treze anos ingressou no Seminário de Mariana, sob a direção dos padres Vicentinos. Depois foi para o Seminário Maior do Caraça.
Em 1881, quando o Imperador Dom Pedro II visitou o educandário, foi escolhido para falar, em nome do corpo docente, a Sua Majestade. Em 24 de fevereiro de 1882, foi ordenado diácono e, em 4 de março, recebeu a ordenação presbiteral.
Após a ordenação presbiteral, tornou-se professor de latim, português e história no Seminário do Caraça, foi vigário de Inficcionado, atual Santa Rita Durão, e capelão do Recolhimento das Freiras de Macaúbas. Além destes encargos, não deixou de cultivar as letras, e colaborou em jornais católicos, como O Apóstolo e Minas Gerais.
Em 16 de novembro de 1901, quando Dom João Antônio dos Santos estava quase cego vitimado por uma forte miopia, foi nomeado bispo coadjutor de Diamantina, recebendo a dignidade de bispo titular de Bagis, para auxiliá-lo no governo pastoral.
Recebeu a ordenação episcopal em 2 de fevereiro de 1902, de Dom Silvério Gomes Pimenta, bispo de Mariana, coadjuvado por Dom João Batista Correia Néri, bispo de Pouso Alegre e por Dom Fernando de Souza Monteiro, bispo do Espírito Santo.
Em 1903, fundou o jornal semanário A Estrela Polar para ser o veículo informativo da Diocese. Com a morte de Dom João Antônio dos Santos, o sucedeu como bispo diocesano em 17 de maio de 1905.
Em 29 de janeiro de 1909, Dom Joaquim Silvério foi nomeado arcebispo coadjutor da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, para auxiliar o cardeal Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, recebendo a dignidade de arcebispo titular de Axum. Contudo, alegando motivos particulares e questões de saúde, Dom Joaquim Silvério continuou em Diamantina. Assim, em 25 de janeiro de 1910, retornou ao governo pastoral da Diocese de Diamantina, como arcebispo ad personam.
Com a elevação da diocese de Diamantina à dignidade da arquidiocese metropolitana, Dom Silvério tornou-se o primeiro arcebispo em 28 de junho de 1917, recebendo o pálio arquiepiscopal em 18 de outubro de 1919, das mãos de Dom Silvério Gomes Pimenta.
Em 1932, o então Embaixador da Fé no Brasil, Dom Benedetto Aloisi Masella, foi a Diamantina e levou a condecoração dada pelo Papa Pio XI, de Conde Romano e assistente ao Sólio Pontifício.
Em 1910, foi eleito fundador, para cadeira nº 23, da Academia Mineira de Letras, que tem como patrono Joaquim Felício dos Santos. Exerceu intensa atividade na imprensa, colaborou com órgãos oficiais de Minas Gerais e foi fundador, em Diamantina, do semanário A Estrela Polar, ainda hoje em circulação.
Dedicou-se aos estudos históricos e foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil – IHGB e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Sociedade Internacional de História de Paris e da Societé Académique d'Histoire Internationale, com sede em Paris.
Dom Silvério, além das dezesseis cartas pastorais, publicou os livros Sítios e personagens, São Paulo, Tip. Salesiana, em 1897; O lar católico, de 1900; Finezas de mãe; Abreviado despertador dos deveres sacerdotais; Obrigações de filho ou A Igreja e nossas obrigações para com ela; esboço biográfico do Dr. Joaquim Felício dos Santos; Vida de Santo Afonso de Ligório (tradução); Vida de Dom Silvério Gomes Pimenta, de 1927, editado por Dom Helvécio Gomes de Oliveira, Arcebispo de Mariana; Quem são os protestantes; Aos meus seminaristas, 2ª ed. Diamantina, Tip. d' A Estrela Polar, 1917; Do que devem fazer os pais para bem dos filhos e do que devem evitar; Maravilhas; Meu cartapácio; Escavações.
Dom Silvério faleceu em Diamantina, Minas Gerais, em 30 de agosto de 1933.



