Miniatura

Acadêmico
Heitor Guimaraes
Número de Cadeira
22 Patrono: Julio Ribeiro
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor e desenhista Heitor Augusto de Assis Guimarães nasceu em 6 de junho de 1868, em Sarandi, zona rural de Juiz de Fora, filho do português Mathias José da Silva Guimarães e de Marciana Augusta de Assis Guimarães. Estudou as primeiras letras no Colégio Progresso, em Juiz de Fora.
Em 1875, aos sete anos, perdeu o pai, porém estudou até os 14 anos, e foi só em 1882 que começou a trabalhar na antiga Empresa Telefônica de Juiz de Fora. Em 1884, com 16 anos, iniciou sua carreira literária, e fundou com Silva Tavares O Democrático.
Heitor contribuiu também para os jornais Gazeta de Sapucaia, O Pharol, de Juiz de Fora, e um periódico de São João Del-Rei. Embora sua carreira como escritor tenha iniciado em 1884, Heitor anunciava-se nos jornais como especialista em instalação de campainhas elétricas em 1885.
Em 1886, tornou-se redator do jornal O Pharol e, no mesmo ano, juntamente com Silva Tavares, fundou a revista literária A Gazetinha. Em 1888, foi convidado para fazer parte da redação do recém-fundado Diário de Minas e no ano seguinte, em 1889, tornou-se redator de O Pharol e da Gazeta da Tarde. No mesmo ano, redigiu ainda para o órgão republicano A Regeneração. Em 1890, após a Proclamação da República, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de revisão do Diário Oficial e participou da redação do jornal Cidade do Rio, sob a direção do Conselheiro Pereira da Silva. Em 1891, lecionou no colégio da Tijuca, dirigido pelo educador João Pedro Leão de Aquino, de propriedade do Conselheiro Mayrink, o Conde de Alto Mearim e de João da Matta Machado.
Entre os anos de 1892 e 1893, lecionou no Colégio Alípio, cujo diretor e proprietário foi seu amigo Alípio Telles de Carvalho. Em 16 de novembro de 1894, por ocasião da revolta armada de 1893, o Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, publicou a notícia de que Heitor Guimarães recebeu, por serviços prestados à pátria, o título de Capitão Honorário do Exército.
No período em que morou na Capital, entre 1890 e 1893, publicou pela editora da Imprensa Nacional Versos e Reversos, um livro de poesias, e Multicores, um livro de contos. Heitor manteve, durante três meses, a revista literária Folha Azul, que, em seus 13 números, contou com colaboração dos seguintes escritores: Raymundo Corrêa, Augusto de Lima, Valentim Magalhães, Luiz Rosa, Damasceno Vieira, Arthur Lobo, Affonso Guimarães, Alves Faria, entre outros.
Em 1896, Heitor Guimarães retornou a Juiz de Fora e o Coronel Vicente Leon Annibal, proprietário do recém-fundado Jornal do Commercio, convidou-o para o cargo de redator chefe, juntamente com Olegário Pinto, que foi redator secretário. No mesmo ano, foi nomeado oficial da Câmara Municipal de Juiz de Fora, posteriormente, diretor, onde permaneceu no cargo até 1908, quando foi elevado ao cargo de inspetor escolar municipal.
Em 1897, deixou o Jornal do Commercio para assumir, como secretário, a redação do jornal Correio de Minas, sob a chefia de Estevam de Oliveira, no qual permaneceu até 1909, quando retornou à redação de O Pharol.
De 1897 a 1899, organizou o Almanach Juiz de Fora, cuja primeira edição, em 1896, foi de responsabilidade de Lindolpho Gomes. Ainda em 1897, o literato também foi diretor e fundador da Biblioteca Municipal, na qual, segundo os jornais da época, realizou um competente trabalho na escolha de todo o seu acervo.
Casou-se com Cristina Caiaffa Guimarães, os dois tiveram sete filhos. Heitor faleceu em Juiz de Fora, em 17 de janeiro de 1937.



