Miniatura

Acadêmico
Aluísio Pimenta
Número de Cadeira
17 Patrono: Conde de Prados
Data de Posse
29 de novembro de 1996
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor, farmacêutico e político Aluísio Pimenta nasceu em Peçanha, Minas Gerais, em 09 de agosto de 1923 e criou-se em São Sebastião dos Pintos, hoje Nélson de Sena, Município de São João Evangelista. Filho de Rui Pimenta, farmacêutico, e Dona Reduzinda Braga Pimenta, professora, foi o terceiro de dez irmãos.
Em 1935, aos onze anos, terminou a 4ª série primária; no ano seguinte, em 1936, foi fazer os primeiros anos do ginásio em Conceição do Mato Dentro, no Colégio Agrícola São Francisco. Em 1937, transferiu-se para Peçanha, sua terra natal, e completou a 5ª série ginasial em 1940, firmando ali importantes amizades e camaradagens na retomada da vivência.
Após concluir o ginásio, mudou-se para Belo Horizonte e iniciou o curso de Farmácia na Faculdade de Odontologia e Farmácia da UFMG, onde se diplomou em 1945. Em seu período de estudante universitário e por algum tempo depois de formado, foi professor de química e física nos Colégios Estadual, Marconi, Anchieta e Santo Agostinho.
Em 1946, Aluísio Pimenta foi indicado professor assistente de Química do professor Alberto Teixeira Paes na Faculdade de Farmácia da UFMG; nesse mesmo ano realizou o curso de especialização em Química Orgânica com o prof. Quintino Mingoja na Universidade de São Paulo. Em 1947, prestou concurso para livre-docência de Química Orgânica e Biológica na Faculdade de Farmácia da UFMG.
Em 1950, casou-se com a professora e bioquímica Lígia de Oliveira Pimenta, com quem teve quatro filhos e oito netos. Em 1951, foi aprovado no concurso para Professor Catedrático de Química Orgânica e Bioquímica da mesma faculdade; em 1952, tornou-se Professor Catedrático de Química Orgânica e Química Biológica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFMG.
Com base nos concursos realizados e em sua defesa de tese, recebeu o título de Doutor em Química Orgânica e Biológica pela UFMG. Em 1953 e 1954, junto da esposa, realizou os estudos de Pós-Doutorado e desenvolveu trabalhos de pesquisa no Instituto Superior de Saúde, em Roma. Entre 1954 e fevereiro de 1964, exerceu o magistério como professor de Química Orgânica e Biológica nas Faculdades de Farmácia e de Filosofia, ambas da UFMG.
Em fevereiro de 1964, foi eleito pelo Conselho Universitário para a lista tríplice e nomeado Reitor da Universidade de Minas Gerais, hoje Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, cargo em que permaneceu até fevereiro de 1967. Aluísio Pimenta foi o mais jovem Reitor da UFMG, onde modernizou o ensino universitário com as reformas da Universidade e contribuiu para a implantação do Campus Universitário da Pampulha, bem como defendeu e lutou pela autonomia universitária.
Aluísio Pimenta deixou o cargo de Reitor da Universidade Federal, em fevereiro de 1967, cassado pelo AI-5, e deixou o país por 17 anos. Sob os auspícios do Conselho Britânico, entre 1967 e 1968, foi professor visitante no Instituto de Educação da Universidade de Londres, onde também realizou curso de especialização em Administração do Ensino Superior.
Em 1969, foi contratado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID como Especialista Setorial para Educação, Ciência e Tecnologia para o Chile e o Peru. Em 1972, foi transferido para Washington, como Especialista em Educação, Ciência e Tecnologia para a América Latina.
Em 1978, foi indicado para Chefe do Setor de Desenvolvimento de Recursos Humanos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Em 1980, foi nomeado Diretor de Recursos Humanos do BID e no ano seguinte, foi promovido a executivo dessa Instituição, como Gerente de Recursos Humanos, cargo que conservou até a sua renúncia, para retornar ao Brasil e assumir a presidência da Fundação João Pinheiro.
Em 1982, assumiu o cargo de Professor Visitante, por dois meses, na área de Recursos Humanos e Administração, na Universidade Cristã Internacional, em Tóquio, Japão. Em 1983, nomeado pelo governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, retornou ao Brasil e assumiu a presidência da Fundação João Pinheiro.
Em 1984, foi eleito presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento/Seção Minas Gerais. Em 29 de maio de 1985, foi nomeado e empossado Ministro de Estado da Cultura pelo presidente da República José Sarney. Dois meses depois de empossado, promoveu um amplo seminário nacional sobre o Ministério e a cultura brasileira.
Diante de uma escalada destrutiva de hiperinflação, em 1989, lançou-se como candidato a vice-presidente do Brasil na chapa liberal de Guilherme Afif Domingos, na primeira eleição presidencial direta do país desde o fim da ditadura. Em outubro de 1999, tornou-se sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais – IHGMG.
Em 1991, assumiu, a convite do governador de Minas Gerais Hélio Garcia, a Reitoria da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG, com o desafio de concretizar a implantação da Universidade, dois anos após a sua criação. Em 1996, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão a Abgar Renault na cadeira nº 17, patrocinada por Camilo Armond, Conde de Prados.
Em 1998, deixou o cargo de Reitor da UEMG, já então uma instituição credenciada pelo Conselho Estadual de Educação e por Decreto do Governador do Estado. Foi ainda assessor especial do governador de Minas Gerais Aécio Neves; presidente da Associação Mineira de Farmacêuticos – AMF; fundador e vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia e do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais; membro da Real Academia de Farmácia de Madrid, Espanha; e membro da Ordem Nacional do Mérito da França.
Na manhã do dia 9 de maio de 2016, Aluísio Pimenta faleceu, em Belo Horizonte, em decorrência de um acidente vascular cerebral, aos 93 anos. Seu corpo foi velado na Academia Mineira de Letras e encontra-se sepultado no Cemitério Parque da Colina.
Aluísio Pimenta recebeu inúmeras condecorações e títulos, entre eles o de Doutor Honoris Causa da UERJ; medalha Santos Dummont; medalha de Honra da UFMG; Cidadão Honorário de Belo Horizonte, Carangola, Passos, Ituiutaba, Itabira, Varginha e São João Evangelista; Ordem Nacional do Mérito da França; medalha Infante D. Henrique de Portugal; Inconfidência; Santos Dumont; Mérito Educacional do Ministério da Educação do Brasil.
Além de numerosos trabalhos em revistas científicas, publicou Estrutura eletrônica dos compostos orgânicos e o fenômeno da ressonância (tese de concurso), Belo Horizonte, Gráfica Santa Maria, em 1948; Síntese de novos ésteres com função amônica poliquaternária (tese de concurso), Belo Horizonte, Gráfica Santa Maria, em 1952, e Elementos de Química (para as três séries do curso colegial), São Paulo, Melhoramentos, em 1952.



