Miniatura

Acadêmico
J. A. Nogueira
Número de Cadeira
17 Patrono: Conde de Prados
Data de Posse
27 de setembro de 1924
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor e magistrado José Antônio Nogueira nasceu em Carmo do Rio Verde, distrito de Cristina, hoje cidade de Carmo de Minas, em 9 de novembro de 1882. Filho de Luís Antônio Nogueira e de Deolinda de Noronha Nogueira, casou-se com Teresa Olga de Andrade Nogueira.
Iniciou o curso primário em sua terra natal, e seguiu para os estudos humanísticos no Seminário de Mariana, depois no Colégio do Caraça. Nogueira esteve perto de receber ordens sacras, quando decidiu abandonar os estudos para se formar em Direito em São Paulo.
Começou o curso superior na Faculdade Livre de Direito de São Paulo, onde bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1909. Após atuação brilhante no curso, tornou-se o aluno predileto de Pedro Lessa.
Depois de formado, durante algum tempo, exerceu o magistério em São Paulo e Minas Gerais, lecionando Latim, Grego, Mecânica, Astronomia, Literatura e Direito. Em seguida, ingressou na carreira jurídica, e foi Promotor Público da Comarca mineira de Baependi.
Na magistratura estadual foi Juiz Municipal de Patos, atual Patos de Minas, e São Sebastião do Paraíso. Em 1918, foi nomeado Procurador da República em Minas Gerais, cargo que ocupou até 1924. Em 1925, tornou-se Juiz de Direito no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.
Em 1933, foi eleito para a Academia Mineira de Letras na sucessão de Eduardo de Menezes, na cadeira nº 17, patrocinada por Camilo Ferreira Armond, Conde de Prados. Em 1937 foi promovido a Desembargador do Tribunal de Apelação, que presidiu de dezembro de 1945 até falecer. Integrou, ainda, o Tribunal Superior Eleitoral.
Além de ter mantido assídua colaboração na imprensa do Rio de Janeiro e de São Paulo, publicou as obras Aspectos de um ideal jurídico; Amor imortal; Sonho gigante; País do ouro e esmeralda; Sonho de Cipião; Organização democrática representativa; Minha Nova Floresta (coleção de artigos lançados no Jornal do Comércio do Rio de Janeiro).
João Antônio Nogueira faleceu no dia 31 de julho de 1947, aos 65 anos, no Rio de Janeiro.



