Miniatura

Acadêmico
Costa Sena
Número de Cadeira
14 Patrono: José Cândido da Costa Sena
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Joaquim Cândido da Costa Senna, nasceu em Conceição do Serro, Província de Minas Gerais – hoje Conceição do Mato Dentro –, no dia 13 de agosto de 1852. Irmão de José Cândido da Costa Sena, deputado federal por Minas Gerais de 1891 a 1893, foi casado com Virgínia Wellerson de Sena.
Em sua terra natal, completou os estudos humanísticos no Colégio do Caraça, iniciou o curso superior na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e o concluiu em Ouro Preto. Por lá, graduou-se em Engenharia de Minas pela Escola de Minas de Ouro Preto – EMOP, em 1880. No mesmo ano, na mesma escola, foi aprovado em concurso para repetidor-preparador de mineralogia e geologia e foi professor interino de Física e Química a partir de 1885, função na qual efetivou-se em 1890.
Adepto do regime republicano, ingressou na atividade política filiado ao Partido Republicano Mineiro (PRM), em 1891, no qual elegeu-se Senador Constituinte Estadual da 1ª e da 2ª Legislaturas Ordinárias (1891-1898). Eleito para a 3ª Legislatura (1899-1902), renunciou ao cargo quando assumiu a direção da EMOP. Em 1893, assumiu a cátedra de mineralogia e geologia, na qual permaneceu até ser nomeado diretor, em 1900, cargo que exerceu por 19 anos, até a data de seu falecimento.
Em 1895 foi designado delegado do Governo de Minas na Exposição de Minerais em Santiago do Chile, para a qual organizou um completo mostruário e um catálogo que enumerou e descreveu os recursos minerais do Estado. Anos depois, em 1909, voltou ao Chile como representante brasileiro no Congresso Científico Pan-Americano.
Em 1898, Senna também foi eleito vice-presidente em Minas, ao lado do presidente Francisco Silviano de Almeida Brandão. Assumiu interinamente a presidência, de 21 de fevereiro ao fim do período, em 1902, devido ao afastamento de Silviano Brandão por motivo de doença, e permaneceu no cargo até 7 de setembro do mesmo ano, quando tomou posse o sucessor Francisco Sales.
Foi eleito, em maio de 1910, membro da Academia Mineira de Letras e fundou a cadeira n° 14, patrocinada por seu irmão José Cândido da Costa Sena. Entre 1911 a 1913, foi Comissário-Geral do Brasil na Exposição de Turim, Itália. Organizou também as seções de mineralogia dos museus do Brasil em Genebra, Suíça, e Paris, França.
Em 1915 e 1916, a convite do Prefeito de Araxá, estudou as águas minerais do município. Recebeu numerosas honrarias nacionais e internacionais, entre as quais as de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e a de Oficial da Academia Francesa. Foi membro efetivo da Sociedade de Mineralogia de Paris, da Sociedade Imperial de Mineralogia de São Petersburgo (Império Russo), da Sociedade Geológica de Paris, da Sociedade de Geologia de Berlim, e da Geological Society of America (EUA) e do Instituto de Engenheiros do Chile.
E mais, foi membro correspondente do Museu Nacional e sócio efetivo da Sociedade de Mineralogia do Chile, das Sociedades Científicas Alemã e Francesa, da American Association for Advancement of Sciences (EUA), da Sociedade para Animação da Agricultura no Brasil (Paris), do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Sociedade Real de Artes de Londres, da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Sociedade Acadêmica de História Internacional.
Costa Senna foi conhecido, também, como poliglota. Publicou as obras Apontamentos de Mineralogia e Apontamentos de Geologia, além de vários trabalhos e memórias sobre assuntos científicos em revistas e anais do Museu Nacional, da Escola de Minas e de institutos franceses e norte-americanos. Costa Senna faleceu em 20 de junho de 1919, em Belo Horizonte.



