Miniatura

Acadêmico
Olavo Drummond
Número de Cadeira
12 Patrono: Alvarenga Peixoto
Data de Posse
29 de novembro de 1985
Posição na Cadeira
4° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor, jornalista, advogado e Procurador da República, Olavo Drummond, nasceu em Araxá, Minas Gerais, no dia 31 de agosto de 1925. Filho do tabelião Salomão Drummond e de Hermantina de Castro Drummond.
Olavo Drummond iniciou os estudos primários no Grupo Escolar Delfim Moreira e o curso secundário no Colégio Dom Bosco de Araxá, depois continuou o ginasial no Colégio Diocesano de Uberaba e foi transferido para o Instituto Gamon, em Lavras. Finalizou seus estudos no Lyceu Rio Branco, de São Paulo, e no Colégio Marconi, de Belo Horizonte.
Em 1936, Olavo iniciou sua vida de trabalho como contínuo no Cartório do 3º Ofício da Comarca de Araxá, ali permanecendo até 1940. Entre 1945 e 1950, trabalhou como redator dos jornais Estado de Minas e Diário da Tarde, da Rádio Inconfidência e da revista O Cruzeiro, do Rio de Janeiro. Ainda como jornalista, foi redator de debates do Tribunal Regional Eleitoral – TER, de Minas Gerais. Também no TRE, ocupou o cargo de Secretário da Presidência, de 1945 a 1954.
Em 1948, foi nomeado pelo governador Milton Campos para lecionar na Escola Rafael Magalhães. Em 1950, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, e posteriormente realizou cursos de extensão em Processo Civil, Processo Tributário e Direito Público.
Em 1954, foi eleito deputado estadual para a 3ª legislatura e exerceu, na Assembleia, os cargos de líder, em 1955, e vice-líder do PTN – Partido Trabalhista Nacional, em 1957. No ano seguinte, foi nomeado Procurador da Fazenda Nacional e em 1959 tornou-se Secretário da Presidência do Banco do Brasil.
Em 1960, Olavo Drummond assumiu o posto de representante da Marinha Mercante do Brasil, área do Golfo do México, com sede em New Orleans, e tornou-se delegado do Brasil nos assuntos do Lloyd Brasileiro nos Estados Unidos. De volta ao país, em 1962, ocupou o cargo de Procurador da República junto ao Superior Tribunal Federal – STF, durante onze anos, onde elaborou aproximadamente, dez mil pareceres.
Em 1973, tornou-se Procurador da República no Estado de São Paulo. Nesse interstício, de 1962 a 1973, em Brasília, participou da fundação do Hospital Santa Lúcia. Ali também atuou na construção e presidiu o conselho do Iate Clube de Brasília, durante oito anos. Foi, ainda, membro do conselho consultivo da Fundação Hilton Rocha, de Belo Horizonte, e um dos seis conselheiros curadores e Fundador do Memorial J.K. de Brasília.
Em 1976, foi Vice-Diretor licenciado dos Cursos de Especialização das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU. Nesse mesmo ano, por instância do Presidente Juscelino Kubitscheck, publicou Noite do Tempo, um livro de poemas prefaciado pelo próprio Presidente. Já aposentado do Ministério Público Federal, Olavo Drummond, em 1979, foi Diretor Financeiro, no primeiro ano, e Diretor de Recursos Humanos, durante dois anos, da Viação Aérea São Paulo – VASP.
Em 1981, foi nomeado Conselheiro-Corregedor, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1990. Em 1984, ocupou o cargo de Vice-Diretor da Associação Tibiriçá de Educação, de São Paulo. Ainda em 1984, publicou o seu segundo livro de poemas, Ensaio Geral, que veio a lume com a apresentação do saudoso Pedro Nava.
Em seguida, publicou Ordens do Cardeal, livro de contos apresentado por Geraldo Mello Mourão e Francisco Luiz de Almeida Salles. Em 1985, foi eleito na Academia Mineira de Letras, em sucessão a Tancredo Neves na cadeira nº 12, patrocinada por Alvarenga Peixoto. Em 1988, Olavo Drummond foi autor da apresentação do álbum oficial da Exposição dos Pintores da Arte Moderna Brasileira, realizada em Paris.
Em 1990, por indicação do Presidente Fernando Collor de Mello, tornou-se Ministro do Tribunal de Contas da União. Após a carreira no TCU, optou por retornar à sua cidade natal, Araxá, onde, em 1997, foi eleito prefeito. Sua administração foi marcada pela restauração do Balneário e do Grande Hotel, em associação com o governo do estado.
Além dos livros já mencionados, publicou também os livros de contos, O amor deu uma festa, de 1987; e O vendedor de estrelas, de 2003. Segundo Olavo Drummond, o gosto pela literatura se fortaleceu por influência do grande amigo Juscelino Kubitscheck, que sempre o incentivou.
Participou, na Fundação João Pinheiro, da edição de um jornal e da elaboração de um livro e de fascículos sobre a História do Comércio em Belo Horizonte. Escreveu livro de cunho histórico, como Para além da cidade planejada, de 1997, a respeito do Colégio Magnum e da região Nordeste da capital mineira; e Iluminando os caminhos de Minas, de 2005, abordando os 50 anos da Cemig.
Além disso, participou do livro JK – Cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo, de 2006. Recebeu inúmeras condecorações, medalhas e títulos por serviços prestados à União, tais como a Medalha de Honra da Inconfidência; Medalha da Ordem da Solidariedade; Comendador e Conselheiro da Academia Brasileira de História; Medalha e Diploma de Pioneira de Brasília; Medalha Santos Dumont; Medalha Euclides da Cunha; dentre outras.
Olavo Drummond faleceu no dia 8 de maio de 2006, em São Paulo, aos 80 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral. Em 2014, o Tribunal de Contas da União deu seu nome à Sala de Imprensa.



