Miniatura

Acadêmico
Alberto Deodato
Número de Cadeira
12 Patrono: Alvarenga Peixoto
Data de Posse
01 de maio de 1937
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor, advogado e escritor Alberto Deodato Maia Barreto, nasceu em Maroim, Sergipe, em 27 de dezembro de 1896, filho de José Caetano Barreto e de D. Inês Maia Barreto. Casou-se, em primeiras núpcias, com Maria Augusta Branco Barreto e, em segundas, com Ivete Camargos Barreto.
Iniciou seus estudos primários, no curso de Humanidades no Colégio dos Irmãos Maristas de Salvador, Bahia, e o curso secundário no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, então Capital Federal, onde se formou, em 1919, pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais.
Ainda acadêmico, tornou-se Promotor Público Adjunto da Comarca de Capela, cidade de Sergipe. Depois, foi transferido, por Daniel de Carvalho, para Minas Gerais, onde atuou na Promotoria de Justiça, em Rio Pardo, em Pouso Alto e em Itanhandu.
Na última cidade, lecionou História, Literatura e Inglês no Ginásio Sul-Mineiro. Em 1922, fixou-se em Belo Horizonte, e iniciou carreira política como Oficial-de-Gabinete do Secretário Estadual da Agricultura, Daniel de Carvalho. Em seguida, assumiu a direção do Abrigo de Menores e da Escola de Reforma Alfredo Pinto.
Em 1927, ingressou por concurso no corpo docente da Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, como livre-docente de Direito Internacional Público, disciplina que lecionou de 1933 a 1950. No ano seguinte, aprovado em concurso, foi nomeado catedrático de Ciências das Finanças, cadeira que regeu, como substituto, a partir de 1937. No curso de Doutorado ensinou Teoria Geral do Estado e Economia e Legislação Social.
Advogado militante, tornou-se o primeiro Secretário da Seção mineira da OAB e membro fundador do Instituto dos Advogados Mineiros. Em 1936, foi eleito Vereador da Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde liderou a bancada situacionista até a instauração do Estado Novo.
Em 10 de novembro de 1937, ocupou o cargo de suplente de Deputado Estadual na I Legislatura, de 1947 a 1951, com frequentes exercícios do mandato, elegeu-se Deputado Federal para a II Legislatura, de 1951 a 1955, período que atuou principalmente na Comissão de Economia. Nesse período também, participou da conspiração político-militar para depor o Presidente Getúlio Vargas, da qual resultou o suicídio deste, em 1954.
Em 1943, figurou entre os signatários do Manifesto dos Mineiros e participou das articulações do movimento político-militar de 1964. Vitorioso o movimento, foi nomeado Interventor nas emissoras de rádio e televisão de Minas Gerais. Pertenceu ao Partido Progressista, à União Democrática Nacional, da qual foi Presidente em Minas Gerais, e à Arena.
Foi Vice-Diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, entre 1957 e 1960, e Diretor entre 1960 e 1965, e membro do Conselho Federal de Educação entre 1967 e 1973. Alberto Deodato foi Presidente da Fundação Mineira de Educação e da Rádio Mineira S.A., como também Diretor da Rádio Guarani S.A.
Jornalista desde a juventude, colaborou com a revista Brazílea, periódico de propaganda nacionalista, do Rio de Janeiro, no ano de 1917. Colaborou ainda com Diário da Manhã, O democrata e Correio de Aracaju, todos de Aracaju, Sergipe; contribuiu para o Jornal do Commercio, O Paiz, Gazeta de Notícias, A Folha e Fon-Fon, ambos do Rio de Janeiro.
Escreveu para O Diário, Estado de Minas, Folha do Dia, Folha da Noite, ambos de Belo Horizonte, e dirigiu o Correio Mineiro. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e eleito para suceder a João Dornas Filho na cadeira nº 12 da Academia Mineira de Letras, patrocinada por Inácio José de Alvarenga Peixoto.
Alberto Deodato exerceu com brilhantismo a advocacia e tornou-se respeitado por sua competência e espírito liberal. Era sobrinho do antigo Deputado Federal, por Sergipe, Deodato da Silva Maia e primo do Senador sergipano Leandro Maynard Maciel.
Publicou inúmeros livros sobre a política e a ciência das finanças, entre os de literatura, publicou diversas obras, algumas sem data conhecida: Flor tapuia, uma opereta, representada no Rio de Janeiro; A cruz da estrada, um romance; A pensão da Nicota, comédia representada no Rio de Janeiro; Um bacharel em apuros, também comédia; Senzalas, um livro de contos, em 1919, no Rio de Janeiro, pela Revista dos Tribunais; A doce filha do juiz, um romance que recebeu menção honrosa da Academia Brasileira de Letras, em 1927; Cannaviaes, outro romance que recebeu o 1º prêmio do concurso de contos da Academia Brasileira de Letras, no mesmo ano.
Ainda em 1927, publicou em Belo Horizonte, Da Doutrina de Monroe, pela Imprensa Oficial; Roteiro da Lapa e outros roteiros, em 1960; Os Políticos e outros bichos domésticos, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1963; Nos Tempos de João Goulart, Belo Horizonte, Itatiaia, em 1965; O Milagre Brasileiro, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, em 1971; Nova Iorque, Paris e Maroim, Belo Horizonte, Imprensa Oficial, em 1975.
O professor Alberto Deodato faleceu em Belo Horizonte, a 16 de agosto de 1978.



