Miniatura

Acadêmico
Carlos Góes
Número de Cadeira
11 Patrono: José de Santa Rita Durão
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor, poeta e filólogo Carlo Góes, nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de outubro de 1881. Filho de Domingos Góes e de Maria Eugênia Machado Góes, casou-se com Olga de Abreu Góes, naquela cidade. Cursou humanidades nos colégios Abílio e Externato Aquino. Formou-se em Direito pela Faculdade do Estado de Minas Gerais, mas não seguiu a advocacia.
Mudou-se para Minas Gerais para supostamente melhorar sua saúde. Tornou-se Promotor Público e professor do Lyceu Municipal – atual Colégio Estadual –, em Muzambinho. Desistiu do cargo e foi para Belo Horizonte, onde ingressou, em 31 de março de 1909, como Professor Catedrático de Português no Ginásio Oficial de Minas Gerais, Ginásio Mineiro – atual Estadual Central –, por brilhante concurso no qual alcançou o 1º lugar, sendo cumprimentado pela brilhante tese “Da Linguagem”.
Escritor e filólogo, gostava de música, mas não tocava. Comprou uma pianola na qual, por meio de cilindros de papel gravados, reproduzia as peças dos afamados compositores. Possuía uma singularidade de não trabalhar nas noites das quartas-feiras, porém, sempre abriu as salas de sua residência, à rua Ceará, na Capital, aos que o fossem visitar, divertindo, então, as pessoas com várias músicas da sua pianola.
Foi um dos dezoito membros fundadores convidados da Academia Mineira de Letras, em 1909, ocupando a cadeira número 11, ainda na cidade de Juiz de Fora, e escolheu como patrono Frei José de Santa Rita Durão. Chegou a ser presidente da AML e também trabalhou na Liga Brasileira contra o Analfabetismo em Minas Gerais, enquanto lecionava.
Como autor, Carlos Góes produziu uma gama de livros didáticos, principalmente de português, utilizados em diversos colégios secundaristas. Foi citado no poema Aula de Português, de Carlos Drummond de Andrade, que estudou por seus livros. Curiosamente, o professor, durante entrevista como presidente da AML, citou Drummond como um dos talentos promissores da “nova geração literária de Minas”.
Carlos Góes, publicou inúmeros trabalhos didáticos. Entre outras obras de lexiologia, de etimologia e de gramática, foi autor do Dicionário de Galicismos, de 1921, que registrou o uso de palavras francesas em língua portuguesa nos anos 20 e 30 no Brasil; Dicionário de Raízes e Cognatos, premiado pela Academia Brasileira de Letras; Dicionário de Afixos; Método de Análise; Sintaxe da Regência; Sintaxe da Construção; Gramática Expositiva Primária e Pontos de Língua Pátria.
Apaixonado pela Literatura e, em particular, pela poesia e primoroso diletante da bela arte, publicou os livros Crótulos, em 1888; Cítara, em 1904; e Espelhos, em 1924. Dramaturgo, escreveu a peça histórica O Governador das Esmeraldas, e algumas comédias e dramas.
Em 1931, mudou-se para Petrópolis devido a complicações de saúde e lá impressionou a sociedade intelectual e cultural com seus talentos oratórios e de escritor, ingressou na Academia Petropolitana de Letras, na cadeira nº 38, patronímica de Casimiro de Abreu, tomando posse a 10 de setembro de 1933. Por pouco tempo enriqueceu a Academia e a Cultura de Petrópolis.
No final de sua vida, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi se tratar, e faleceu, pouco tempo depois, em janeiro de 1935.



