Miniatura

Acadêmico
Fábio Doyle
Número de Cadeira
10 Patrono: Cláudio Manoel da Costa
Data de Posse
27 de outubro de 2000
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O professor, escritor e jornalista Fábio Proença Doyle, nasceu em Belo Horizonte, em 14 de janeiro de 1928, Dia Mundial da Liberdade de Pensamento, filho de Ernani Doyle Silva e de Maria Hortência Rodrigues Pereira de Proença,
Entre 1942 e 1945, realizou o curso ginasial e o colegial científico, em Belo Horizonte; em 1946 iniciou o curso superior, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, e o concluiu em dezembro de 1950.
Em junho de 1948, ainda estudante, aos 20 anos de idade, tornou-se jornalista profissional, e foi repórter da área judiciária, redator político e colunista parlamentar do Estado de Minas, de 1948 a 1962.
Em 1951, iniciou seu doutorado em Direito Privado, na mesma Universidade em que se formou e o finalizou no ano seguinte. Ainda em 1951, casou-se com Rachel Silva Proença Doyle, com quem teve três filhos: Tânia, Fábio Márcio e Marília, cinco netos e sete bisnetos.
Em 1953, foi aprovado em 2º lugar em concurso público para ingresso no Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Nesse mesmo ano, Fábio Doyle foi nomeado Promotor de Justiça da Comarca de Porteirinha, mas não aceitou a nomeação.
Entre 1953 e 1954, foi também sindicalista e secretário do Sindicato dos Jornalistas Profissionais e representou Minas Gerais nos congressos nacionais de jornalismo realizados em Curitiba, no Paraná, e Fortaleza, no Ceará, de 1953 a 1954.
Em 1954, ocupou o cargo de Oficial do Gabinete do Prefeito de Belo Horizonte. Em agosto de 1957, admitido por concurso, tornou-se Procurador da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, cargo no qual se aposentou, em 1992, como Secretário Municipal Adjunto.
De 1959 a 1961, foi presidente do Centro dos Cronistas Político-Parlamentares; em 1961 foi nomeado redator-chefe do Diário da Tarde e, ao longo dos anos, promovido a diretor de redação e editor-geral, cargo que ocupou, com inteligência e profissionalismo, por mais de 40 anos.
De 1963 a 1965, foi assistente jurídico do Prefeito de Belo Horizonte; Conselheiro da Confederação Nacional dos Jornalistas; e de 1966 a 1971, presidente da Associação Mineira de Imprensa – AMI. De 1966 a 1990, tornou-se membro do Conselho Fiscal da Usiminas, bem como assessor jurídico da Secretaria da Fazenda Municipal, de 1968 a 1971.
Nesse contexto, publicou alguns pareceres sobre temas jurídicos e de administração como Procurador e Advogado da Procuradoria da Prefeitura Municipal e como Assessor Jurídico da Secretaria da Fazenda Municipal.
Fábio Doyle escreveu 56 artigos sobre os Estados Unidos, publicados em 1967, no Estado de Minas e Diário da Tarde, que foram traduzidos para o inglês pelo Departamento de Estado do governo norte-americano através do seu serviço Cultural, em Washington. Tais artigos foram reunidos no livro, Letters from USA. Publicou também artigos sobre Taiwan, Hong-Kong e Tóquio, lançados nos jornais, em 1990.
De 1969 a 1971, foi o fundador e presidiu o Coral da AMI, e em 1974, foi nomeado presidente da Sociedade Cultural Teuto-Brasileira. Designado pelo prefeito Luiz Verano, elaborou a Constituição Jurídica da Metrobel, entidade criada pelo então prefeito com a finalidade de construir e administrar a primeira linha do metrô de Belo Horizonte.
Foi professor titular de Teoria Geral do Estado e coordenador geral do curso de direito do Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH. De 1976 a 1980, exerceu a função de conselheiro fiscal e diretor-gerente da Rádio Mineira S/A.
Em 1983, foi eleito conselheiro da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, em Ilhéus, Bahia. Foi coordenador de debates do Ciclo de Estudos de Criminologia sobre o tema “Menor anti-social e cultura da violência”, promovido pelo Instituto de Criminalística da Universidade Católica de Minas Gerais.
Em 1986, representou o Brasil no “International Committee for a Community of Democracies – Regional Seminar of América”, em San José da Costa Rica. Fábio Doyle foi ainda diretor do Automóvel Clube de Minas Gerais, conselheiro do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos e membro do conselho curador da Associação Comercial de Minas Gerais.
Em 1998, foi eleito integrante da Academia Mineira de Letras, em sucessão a João Etienne Filho, para a cadeira nº 10, patrocinada por Claudio Manoel da Costa. Publicou ainda, Livro USA 1967 – Retrato de um País em Paz, embora em Guerra, editado em junho de 1999, sobre aspectos da vida norte-americana na época da Guerra no Vietnã, além de conflitos raciais.
Em 2002, publicou A Cadeira de um Conjurado; em julho de 2007, foi indicado para integrar o Conselho Editorial do Estado de Minas. Foi redator da sucursal de O Globo e redator político do Correio da Tarde, ambos na capital mineira.
Em sua trajetória recebeu diversas condecorações e títulos, tais como Cidadão Honorário da cidade de El Paso, Texas, nos EUA; Medalha de Mérito “Assis Chateaubriand”, concedida pelo Instituto Histórico e Geográfico de Brasília; título Personalidade Artística de 1969, conferido pelo Conselho de Extensão da UFMG; Grande Medalha da Inconfidência; Medalha do Mérito Legislativo; Medalha do Mérito de Brasília; e a Medalha Santos Dumont, grau Ouro.
Fábio Doyle faleceu em 19 de abril de 2021, aos 93 anos, em Belo Horizonte. Seu último artigo foi publicado no mesmo dia, em sua coluna semanal, às segundas-feiras, nas páginas do jornal Estado de Minas, do qual foi colunista toda a sua vida.



