Miniatura

Acadêmico
Wellington Brandão
Número de Cadeira
08 Patrono: Batista Martins
Data de Posse
16 de janeiro de 1937
Posição na Cadeira
1° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor, advogado, político e acadêmico Wellington Brandão, nasceu na fazenda Bom Sucesso, hoje Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, em 3 de agosto de 1894, filho de Cel. Olinto Brandão e de D. Januária Castro Brandão, tendo se casado com Maria Moreira Brandão.
Iniciou o curso primário nos ginásios de Cataguases e Leopoldina. Em seguida, continuou os estudos secundários no Ginásio São José, de Ubá, Minas Gerais, e completou-o no Rio de Janeiro. Em 1918, diplomou-se pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro. Quando acadêmico, trabalhou na repartição dos Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro.
Retornou para Minas e, em 1919, casou-se em Viçosa, no dia 20 de abril com Maria Silva Araújo Moreira, com quem teve 11 filhos. No mesmo ano, exerceu o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Cássia, onde permaneceu até 1923, quando foi transferido para a Comarca de Passos, onde instalou seu escritório de advocacia.
Ainda em Cássia, em 1920, escreveu sua primeira obra literária, Deslumbramento de um triste, um livro de poesias, depois escreveu, Bonecos de pano, livro de prosa, e Contos Municipais, que obteve as mais elogiosas referências de Carlos Drummond de Andrade, em artigo na imprensa do Rio de Janeiro. Naquela cidade, foi um dos fundadores da Fábrica de Manteiga Passos.
Wellington Brandão participou dos movimentos do simbolismo e do modernismo, e colaborou, sob o pseudônimo de Fidelis Florêncio, com vários jornais do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Foi um colaborador de A Revista, importante periódico de divulgação do modernismo que circulou durante os anos de 1925 e 1926. Wellington ainda foi responsável pela revista Verde, outro veículo de divulgação do modernismo.
Em 1938, foi eleito membro da Academia Mineira de Letras, em sucessão a Belmiro Braga na cadeira nº 8, patrocinada por João Batista Martins. Em 1945, ingressou na carreira política e candidatou-se a Deputado Federal Constituinte pelo sul de Minas e na legislatura de 1946 a 1951.
Em 1946, na Câmara Federal, Wellington Brandão foi colaborador no texto da Constituição do país, tendo pertencido ao Partido Social Democrata – PSD que a subscreveu. Em seu mandato defendeu, principalmente, a causa dos pecuaristas e apresentou na Câmara, entre 1946 e 1950, leis que geraram grandes benefícios à classe. Atuou também nos projetos que lhe afiguravam justos e objetivos em benefício do povo.
Ao final da legislatura, publicou Quarta República e Caminhos de Minas, seu último livro. Em 1950, exerceu o cargo de Consultor Jurídico do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais S.A. e logo após, em 1957, foi convidado pelo governador Francisco Bias Fortes para ocupar o cargo de Procurador Geral do Estado, que exerceu até 1960.
Ao final de 1959, foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, onde se aposentou em 1961, por ter completado mais de 40 anos de serviços prestados ao Estado e à União.
Wellington Brandão faleceu em 3 de maio de 1965, em Passos, Minas Gerais. Na lápide de seu túmulo, no cemitério local, foi gravado o soneto contido no seu livro Seara de Emoções, intitulado “saudade”.
Publicou ainda as obras O Homem inquieto, poemas de 1926; Boneco de pano, novela; O penhor rural (estudo de Direito); Poemas políticos; O espírito e as fúrias; O tratador de pássaros, poesias, Belo Horizonte, Os Amigos do Livro, de 1935; Finale, poemas, São Paulo, edição do autor, de 1942; Quarta República (depoimentos), Belo Horizonte, Oliveira Costa e Cia. Editores, de 1951; Caminhos de Minas (causas e vultos), Belo Horizonte, Editora Livraria Oscar Nicolai, de 1958.



