Miniatura

Acadêmico
Amanajós de Araújo
Número de Cadeira
05 Patrono: José Maria Teixeira de Azevedo Júnior
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Amanajós Alcântara de Vilhena Araújo, filho de Ezequiel Manoel de Araújo e Maria José Alcântara de Vilhena Araújo, nasceu em 7 de dezembro de 1880, no Rio de Janeiro (RJ), e faleceu em 16 de julho de 1938, em Rio Branco (AC).
Fez o secundário no Ginásio Baependiano, em Baependi, e o preparatório no curso anexo à Faculdade de Direito de São Paulo (posteriormente incorporada à USP). Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela mesma instituição, tendo colado grau no primeiro semestre de 1902 ao lado do colega Arduíno Bolivar. Foi sócio e orador oficial do Instituto Jurídico Acadêmico, organizado pelo corpo discente da faculdade, além de membro da comissão redatora da revista Ensaios Jurídicos, em cujos fascículos 2 e 5 publicou, respectivamente, os estudos intitulados Pena de Morte (1899) e Crimes Políticos (1900).
Após formado, mudou-se para Juiz de Fora, onde passou a exercer a profissão de advogado. Obteve sucesso em seu primeiro caso, perante o júri, comprovando a inocência de um réu acusado de tentativa de homicídio, aos 19 de junho de 1902. À época, já era colaborador d’O Pharol. Em 1903, tornou-se correspondente d’O Arauto, de Cataguases. Depois, elegeu-se vereador para a legislatura de 1905 a 1907. No último ano de seu mandato, afastou-se do cargo para assumir outro, no Rio de Janeiro, como delegado de polícia. Exerceu a função por pouco tempo, de fevereiro a maio de 1907.
De volta a Juiz de Fora, ocupou o posto de redator-chefe do Correio da Tarde a partir de 25 de outubro de 1907, em substituição a Dilermando Cruz, ao mesmo tempo em que retomou o exercício da advocacia. Posteriormente, tomou parte na fundação da Academia Mineira de Letras, aos 25 de dezembro de 1909, sendo corresponsável pela feitura da versão preliminar do estatuto da entidade, em parceria com Lindolpho Gomes e Machado Sobrinho; também integrou a comissão de recepção, na companhia de Belmiro Braga e José Rangel. Ainda em Juiz de Fora, associou-se às seguintes seguradoras: A Redemptora e Garantia do Futuro – ambas instituídas em 1912.
Mais tarde, transferiu-se para o Território do Acre, continuando a prestar serviços advocatícios de 1916 em diante. Nas décadas de 1920 e 1930, no âmbito do funcionalismo público, desempenhou diversas atribuições, tais como: adjunto de promotor da comarca de Xapury; procurador dos feitos da Fazenda Municipal e secretário da Intendência Municipal de Rio Branco; diretor do Interior, Contencioso e Povoamento; procurador do Tribunal Regional Eleitoral; e secretário geral de governo do Acre. Paralelamente, militou na Sociedade Beneficente dos Funcionários Públicos do Acre, no Movimento Autonomista e na Legião Autonomista Acreana.
Nesse período, colaborou na Folha do Acre, de Rio Branco, e n’O Paiz, do Rio de Janeiro. Além disso, foi sócio e entusiasta do Rio Branco Futebol Clube e um dos sócios fundadores da Sociedade Recreativa Assembleia Acreana, em 1933. No ano anterior à sua morte, criou a Academia Acreana de Letras, juntamente com Paulo Bentes e José Barreiros, em sessão ocorrida no Salão de Honra do Palácio Rio Branco, aos 17 de novembro de 1937. Na ocasião, elegeu-se presidente da entidade.
Publicou duas obras: A Vida (1906), folheto contendo a transcrição de uma palestra literária realizada no Clube Juiz de Fora aos 26 de novembro de 1905; e Discursos (1910), coletânea de seus melhores pronunciamentos.



