Miniatura

Acadêmico
João Batista Melo
Número de Cadeira
02 Patrono: Arthur França
Posição na Cadeira
4° Sucessor
Status
Membro atual
Descrição Biográfica
O escritor, cineasta e compositor João Batista Melo nasceu em 20 de junho de 1960, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Filho de Maria de Lourdes Evangelista dos Santos e Benedito Evangelista dos Santos, tem uma filha. Residiu em Belo Horizonte a maior parte de sua vida, tendo morado por quatro anos em Poços de Caldas (MG) e por cinco anos em Brasília (DF).
Cursou os quatro anos do primário na Escola Saletina, pequeno estabelecimento dirigido por sua mãe no bairro Pompeia, em Belo Horizonte. Depois
fez os três primeiros anos do ginásio no Colégio Mineiro, no bairro Esplanada, e a
partir do oitavo ano passou a estudar no Colégio Estadual Ordem em Progresso, onde concluiu o ensino médio.
Em 1976 ingressou no curso de Comunicação Social da UFMG, onde se graduou com habilitação em Relações Públicas. Em 1995 cursou pós-graduação latu-sensu em Marketing na UMA e em 2005 concluiu o mestrado em Multimeios, na Unicamp, defendendo a primeira dissertação brasileira sobre o cinema infantil.
Em 1979, João Batista Melo publicou suas primeiras críticas de cinema, no
jornal Estado de Minas, atividade à qual se dedicou nas décadas seguintes, com
publicações também no jornal Hoje em Dia. Publicou também críticas literárias na
Folha de São Paulo e no jornal O Tempo, no qual manteve por dois anos a redação de crônica semanal.
Trabalhou como bancário por quatro anos no Banco de Crédito Real, ingressando, em 1982, na Caixa Econômica Federal, na qual trabalhou por mais de trinta anos na área de marketing e comunicação social. Foi na Caixa que publicou seu primeiro conto, na antologia “Folclore da Caixa”, organizada a partir de concurso interno realizado pela instituição.
Em seguida, teve contos publicados no Suplemento Literário do Minas Gerais e na antologia “Novos Contistas Mineiros”, da Editora Mercado Aberto.
Em 1989 ganhou o Prêmio Guimarães Rosa (Prêmio Minas de Cultura) com o livro de contos “O inventor de Estrelas”, publicado pela Imprensa Oficial de Minas Gerais no ano seguinte e posteriormente relançado pela Ed. Lê (1991). Seu livro seguinte, “As baleias do Saguenay” (Rocco, 1995; Moinhos, 2019) recebeu simultaneamente o Prêmio Cidade de Belo Horizonte e o Prêmio Paraná. Em 1998 ganhou o Prêmio Cruz e Sousa, da Fundação Catarinense de Cultura, pelo seu primeiro romance, “Patagônia” (Rocco, 1998; Alta Books/Faria e Silva, 2025). Nesse mesmo ano, seu conto “Depois do Crepúsculo” foi incluído na coletânea “Des nouvelles du Béesil” (Métailié, 1998), numa seleção de vinte contos brasileiros publicados a partir de 1945.
Seu segundo romance, “Malditas fronteiras” (Saraiva/Benvirá, 2014), venceu naquele ano o Prêmio Cidade de Belo Horizonte. No campo da ficção, publicou ainda os livros de contos “Descobrimentos” (Devir, 2010) e “O colecionador de sombras” (Record, 2008), e o romance “O veludo das lagartas verdes” (Faria e Silva, 2025).
Sua dissertação de mestrado deu origem ao ensaio “Lanterna mágica: infância e cinema infantil” (Civilização Brasileira, 2009), finalista do Prêmio Jabuti.
Dirigiu e escreveu o roteiro de seis filmes de curta-metragem, selecionados para diversos festivais no Brasil e no exterior: “A quem possa interessar” (1980), “Tampinha” (2004), “As fadas da areia” (2008), “A janela” (2010), “Um ano novo danado de bom” (2014) e “Sozinha com sua alma” (2022). “Tampinha” recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival Divercine, no Uruguai. E “Sozinha com sua alma” o prêmio Best Drama, no FantaSci International Short Film Festival, em Orlando (EUA).
É também compositor, produtor e músico, dedicando-se especialmente à criação de trilhas sonoras. João Batista Melo ocupa a cadeira 2 da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleito em 16 de junho de 2025.



