Miniatura

Acadêmico
Albino Esteves
Número de Cadeira
01 Patrono: Visconde de Araxá
Data de Posse
25 de dezembro de 1909
Posição na Cadeira
Fundador
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
Albino de Oliveira Esteves, filho de Nicolau Martins Esteves e Silvéria de Oliveira Esteves, nasceu em 16 de outubro de 1883, no distrito de Aparecida, pertencente ao município de Sapucaia (RJ), e faleceu em 18 de julho de 1943, em Juiz de Fora (MG).
Perdeu a mãe ainda menino e, em 1893, foi morar com a avó em Juiz de Fora, onde frequentou duas escolas. Em 1896, mudou-se para São João del-Rei, onde passou a trabalhar com tipografia, paralelamente aos estudos, entrando para as oficinas d’O Resistente. Pouco depois, voltou para Juiz de Fora, empregando-se na Typographia Mattoso e nas oficinas do Correio de Minas, entre fins de 1896 e fins de 1897. Regressou, então, ao Rio de Janeiro, e lá permaneceu por aproximadamente três anos – primeiro, em Carmo de Cantagalo e, depois, em Nova Friburgo. Nesse ínterim, fundou dois periódicos – O Alfinete e O Lyrio –, participou da criação de um grupo de teatro, campo pelo qual nutria grande interesse, e tornou-se colaborador de outras publicações, tais como: Bom Jardinense, de Bom Jardim; Boulevard, do Rio de Janeiro; O Dia, de Petrópolis; e O Friburguense, de Nova Friburgo.
De volta a Juiz de Fora, com a experiência adquirida na imprensa fluminense, retomou sua atuação, na área, desta feita fundando e dirigindo alguns periódicos. O Jornal Spirita, por exemplo, foi criado em 1904, em torno do qual se articularam estudiosos e adeptos do Espiritismo. Vale lembrar que Albino e sua esposa, Firmina Braga, promoviam reuniões na residência do casal, em Juiz de Fora, a fim de aprofundarem seus conhecimentos na referida doutrina. Em 1908, juntamente com João Lustosa, fundou A Peteca e, em 1912, incentivou o amigo Jesus de Oliveira, tipógrafo, a criar O Lince. Desempenhou, também, as funções de redator e redator-secretário tanto no Jornal do Commercio quanto n’O Pharol. Em 25 de dezembro de 1909, esteve presente na sessão inaugural da Academia Mineira de Letras, ocorrida no salão nobre da Câmara Municipal de Juiz de Fora, tendo sido eleito para a comissão de bibliografia da entidade.
Era dentista, formado em 1915 pela Escola de Farmácia e Odontologia de Juiz de Fora. Integrava o conselho fiscal do Instituto de Proteção à Infância Desamparada de Juiz de Fora, que apoiou a instalação do Asilo de Órfãos Amália Franco, em meados de 1919, entre outros feitos voltados para a melhoria das condições de vida de crianças em situação de vulnerabilidade social. Atuou, também, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, junto à comissão diretora do recenseamento nacional. Em 1920, foi premiado por seu trabalho como delegado de recenseamento. Na década de 1930, dirigiu a P. R. B. 3 - Rádio Sociedade de Juiz de Fora, e esteve à frente do setor de divulgação da Rádio Inconfidência.
Entre suas principais obras e publicações, pode-se destacar: Brocados (1900); Miniaturas (1905); Pássaros e Flores (1905); Folhinha Mineira (1907); Syrtes (1907); Almanak Mineiro (1908); Juiz de Fora na Exposição Nacional (1908); Naufraghi (1909); Romance de Amor (1909); Tristezas à Beira-Mar (1909); Borboleta de Ouro (1910); Como um Sonho (1910); O Theatro em Juiz de Fora (1910), cujo prefácio foi escrito por Sílvio Romero; Vamos ao Cinema! (1910); Pontos de Vista (1911); Álbum de Juiz de Fora (1915); Almanach de Juiz de Fora (1917); O Estudo Synthetico da Bíblia (1925); Canteiro em Flor (1929); Esthetica dos Sons, Cores, Rithmos e Imagens (1933); Esthetica Aplicada: estudo literário (1934); Bernardo Mascarenhas: estudo biographico (1938); Algumas Sugestões para a Propaganda do Recenseamento de 1940 (1939); e Árvore Literária: sistemática lítero-enciclopédica (1941), com prefácio de Liberato Bittencourt.
Possuía dois pseudônimos: “Fran Vial” e “Lúcio d’Alva”, cujos textos – entre crônicas, poemas e outros gêneros – podem ser encontrados, por exemplo, nos seguintes periódicos: O Binóculo, de Sapucaia; O Malho, do Rio de Janeiro; e O Pharol, de Juiz de Fora.



