Miniatura

Acadêmico
Olavo Romano
Número de Cadeira
37 Patrono: Basílio Furtado
Data de Posse
01 de julho de 2004
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro antecessor
Descrição Biográfica
O escritor Olavo Celso Romano nasceu em Morro do Ferro, distrito de Oliveira, Minas Gerais, em 6 de setembro de 1938. Foi o segundo de dezoito irmãos, filho do casal Demósthenes Romano, dentista, e Waldete Barros Viana. Casou-se em primeiras núpcias com Vânia Damata Pimentel, com quem teve dois filhos, Paulo Sérgio e Ana Cláudia, e em segundas núpcias com Kátia Chaves.
Olavo Romano iniciou os estudos primários no antigo Grupo Escolar São João Batista, em sua cidade, e o secundário no Grupo Escolar João dos Santos, em São João del-Rei. Em 1951, aos 13 anos, mudou-se com sua família para Oliveira, onde estudou o ginasial. Ao final de 1965, mudou-se para Belo Horizonte para estudar Direito na PUC Minas.
Posteriormente, cursou um mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Depois especializou-se em Inglês pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e em Planejamento Educacional pelo Banco Mundial. Após esse período de especialização, lecionou inglês em vários colégios e Administração na PUC-MG.
Quando universitário de Direito, militou na política estudantil, que já havia começado no Ginásio em Oliveira, onde integrou a diretoria da União Estadual dos Estudantes. Tornou-se Perito criminal concursado, trabalhou sempre no serviço público, mas nem sempre nessa área, tendo sido deslocado a outros cargos e funções.
Na Fundação João Pinheiro, Olavo Romano, editou um jornal, participou da elaboração – com pesquisas, entrevistas e textos – de um livro e de dez fascículos sobre a história do comércio em Belo Horizonte. Participou, também, da fundação do Sindicato de Escritores de Minas Gerais; e escreveu prefácios e apresentações de vários livros. Teve também relevante atuação na Secretaria de Estado da Educação, como Superintendente Educacional e Chefe da Assessoria de Planejamento.
Em 1979, por volta dos 40 anos, Olavo Romano começou a publicar seus “causos” recolhidos em andanças e pesquisas, em jornais e revistas do país, como Estado de Minas, Jornal de Casa, Globo Rural, Palavra, Cícero, IstoÉ e Veja. Seu primeiro livro foi publicado em 1982, Casos de Minas, obra que registrou a fala, o jeito e a vida do interior de Minas.
Depois publicou, em 1984, Minas e seus casos; Dedo de prosa e Prosa de mineiro, em 1986; Os mundos daquele tempo, em 1988; Um presente para sempre, em 1990. Seu livro Para além da cidade planejada, publicado em 1997, focalizou o Colégio Magnum e a região nordeste da capital.
Em sua obra Mestres Minas Ofícios Gerais, publicada pelo Sebrae em 2000, Olavo Romano registrou o resgate cultural do artesanato em Araxá, publicou em seguida, em 2002, Memórias meio misturadas de um jacaré de bom papo. Em 2003, lançou com grande sucesso de público e de crítica o livro Pés no Caiçara, um olhar sobre a Pampulha, escrito especialmente para o Shopping Del Rey.
Em 2004, Olavo Romano foi eleito para a Academia Mineira de Letras, em sucessão a Edgar de Vasconcellos de Barros, na cadeira nº 37, patrocinada por Manoel Basílio Furtado. Em maio de 2014, tornou-se Presidente Emérito da Instituição e atuou para aproximar e abrir a Academia à sociedade.
Escreveu prefácios, apresentações de vários livros e importantes textos sobre o Rio São Francisco, que foram publicados nas revistas Globo Rural e Palavra; recebeu homenagens do Estado de Minas, do Lions Clube Internacional, do governo do Estado, da Câmara Municipal de Oliveira e o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte.
Com o apoio financeiro da Usiminas, Olavo Romano editou Manuelzão – o último tropeiro, do qual há uma versão resumida em No rastro de Manuelzão, que publicou pela editora Dimensão. O conto “Como a gente negoceia” gerou o curta-metragem Negócio Fechado, premiado no festival de Gramado de 2001.
O grupo “Carbono 14” filmou trinta histórias da obra de Olavo Romano para distribuição gratuita em bibliotecas, escolas e centros culturais. Além dos casos mineiros, que identificam fortemente sua obra, Olavo Romano participou ativamente de grupos de contadores de história. Em 2006, por exemplo, compôs os projetos Causo, Viola e Cachaça, Sempre um Papo e Minas Além das Gerais, e do quadro ‘Prosa Arrumada’, do programa Arrumação, na Rede Minas.
Em 2007, publicou Eta Mineiro... jeito de ser; em 2015, recebeu a Medalha da Inconfidência, a Santos Dumont e a de Juscelino Kubitscheck, bem como Ordens do Mérito Legislativo, João Pinheiro, Ordem do Almocafe e do Instituto Histórico Geográfico de Minas Gerais.
Em 2018, Olavo Romano fundou, com amigos, o Grupo Editorial Caravana, em Belo Horizonte, e foi, ainda, Editor Sênior do grupo. Foi, também, o autor homenageado da Bienal Mineira do Livro 2022.
O escritor, contador de história, prosador de ‘causos’, Olavo Celso Romano, faleceu aos 85 anos, em 16 de novembro de 2023, em Belo Horizonte.



