Miniatura

Acadêmico
Caio Boschi
Número de Cadeira
30 Patrono: Oscar da Gama
Data de Posse
13 de abril de 2018
Posição na Cadeira
2° Sucessor
Status
Membro atual
Contato
caioboschi@hotmail.com
Descrição Biográfica
O historiador e professor Caio César Boschi nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 5 de abril de 1947, filho de Caimme José Boschi e Emília Moreira Boschi.
Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Silviano Brandão, em Belo Horizonte, de 1954 a 1957, fez os cursos secundários no Colégio Municipal de Belo Horizonte, sendo o Ginasial de 1958 a 1962 e o Curso Clássico de 1963 a 1965. Iniciou sua graduação na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo concluído a Licenciatura em História em 1969.
Em seguida cursou a pós-graduação lato sensu em História do Brasil, pelo Programa Regional de Especialização de Professores de Ensino Superior - PREPES ministrado pela Universidade Católica de Minas Gerais, atual PUC Minas, curso concluído em janeiro de 1976. Seu doutorado foi em Ciências Humanas, com área de concentração em História Social, pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, concluído em 1978 e prestou o exame geral de qualificação em 19 de dezembro de 1978, obtendo nível ""A"". A Tese de doutorado, intitulada Estado e irmandades em Minas Gerais no século XVIII, foi defendida em 17 de dezembro de 1982, aprovada com nota 10, com ""distinção e louvor"".
Fez estágios e cursos de aperfeiçoamento em diversas instituições: no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (1969), em arquivos históricos e bibliotecas de Portugal (1972), além do ""Stage technique international d'archives"", organizado pela Direction des Archives de France - Archives nationales, em Paris, e o Pós-doutorado em Portugal, entre 1993 e 1994.
Caio Boschi tem tido intensa atuação no magistério: em 1969 foi aprovado em segundo lugar na classificação geral no concurso de provas para professor auxiliar de ensino médio (1º e 2º ciclos) de História para o Colégio Estadual de Minas Gerais - Departamento Central (Belo Horizonte). Entre 1970 e 1976, foi professor do Colégio Municipal de Belo Horizonte. Em 1973 foi aprovado em concurso de títulos para admissão como professor auxiliar de ensino do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino da Faculdade de Educação da UFMG, onde lecionou até 1978. A partir de 1978 tornou-se professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Em 1991 foi aprovado em 1º lugar, com nota máxima em todas as provas, para o cargo de professor titular, área de História do Brasil, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e nele se aposentou em 1994. Na PUC/Minas foi professor do Departamento de História de 1971 a 2023.
No exterior, de 1995 a 1998 foi professor catedrático da área de História e diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, de Lisboa, Portugal. Entre 1990 e 1998 foi professor convidado do curso de Mestrado em História e Cultura do Brasil da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre 1999 e 2009, foi leitor e ministrou seminários na disciplina História do Brasil, no curso de Licenciatura em História, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 2002 e 2003 foi também Professor visitante (convidado) para ministrar seminários sobre História Luso-Brasileira na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris (França). Em 2004 ministrou seminários na Universidad de Salamanca, Espanha. Entre 2005 e 2009 foi Professor convidado para ministrar seminários sobre História do Brasil no Departamento de História da Universidade Nova de Lisboa e no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Caio Boschi exerceu relevantes funções de coordenação e direção universitárias, na UFMG e na PUC/Minas, inclusive a de Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação nessa última. Entre 2001 e 2002 foi Decano da Reitoria, entre 2003 e 2007 Diretor do Centro de Pesquisa Histórica e de 2014 a 2023, Diretor do Centro de Memória e de Pesquisa Histórica. Também nessas duas universidades participou, desde 1974 até 1994, de órgãos colegiados.
A participação de Caio Boschi também aconteceu em comissões editoriais de revistas editadas por universidades brasileiras e em Coimbra (Portugal), além de comissões diversas envolvendo questões relativas ao ensino e à pesquisa científica, tendo integrado também diversos Conselhos de âmbito estadual e federal, além de comissões julgadoras em concursos na área de cultura, concursos de pesquisa, monografias e ensaios.
Como Consultor “ad hoc"", foi membro de comissões julgadoras de projetos de pesquisa e planejamento de atividades especiais. Participou ainda de comissões avaliadoras de cursos de pós graduação stricto sensu, e atuou em dezenas de congressos, simpósios, mesas redondas e seminários, inclusive como palestrante, conferencista, debatedor ou professor, no Brasil e no exterior, principalmente em Portugal e na Espanha.
Além de diversos prêmios acadêmicos e por seus trabalhos em pesquisa, recebeu medalhas e comendas, entre as quais a medalha de honra da Inconfidência (Governo de Minas Gerais), Ordem do Infante D. Henrique, no grau de comendador (Governo da República Portuguesa), Grande medalha da Inconfidência (Governo de Minas Gerais), Medalha Santos Dumont grau ouro, Prêmio ABL de História e Ciências Sociais (da Academia Brasileira de Letras) e o título de comendador da Ordem do Almocafre (Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais).
Publicou, como organizador e co-autor inúmeras obras. Sua experiência como historiador e professor está registrada em centenas de textos, tendo escrito 40 capítulos de livros, 45 artigos em periódicos, diversas comunicações científicas e opúsculos, verbetes, publicações em jornais e em boletins informativos, resenhas críticas, apresentações de livro, prefácios, orelhas de livros e entrevistas.
Caio Boschi publicou os livros: Fontes primárias para a História de Minas Gerais em Portugal. BH (1979); Os leigos e o poder: irmandades leigas e política colonizadora em Minas Gerais. SP (1986); Roteiro-sumário dos arquivos portugueses de interesse para o pesquisador da História do Brasil. SP (1986) e Lisboa: Ed. Universitárias Lusófonas (1995); O barroco mineiro: artes e trabalhos. SP (1988) (Coleção Tudo é História, 123); Achegas à História de Minas Gerais (séc. XVIII). Porto: Universidade Portucalense Infante D. Henrique, (1994). (Col. Estudos e Documentos, 3); Inventário dos manuscritos avulsos relativos a Minas Gerais existentes no Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa). Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, (1998); Inventário. In: Universidade do Amazonas/Museu Amazônico. Catálogo do Rio Negro: documentos manuscritos avulsos existentes no Arquivo Histórico Ultramarino (1723-1825). Manaus (2000). Catálogo dos manuscritos avulsos relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico Ultramarino. São Luís (2002); Catálogo dos documentos manuscritos avulsos da Capitania do Pará existentes no Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa. Belém: SECULT; Arquivo Público do Pará, (2002); Por que estudar História? SP (2007) Republicação: Belo Horizonte: Edit. PUC Minas, (2019); O Brasil-Colônia nos arquivos históricos de Portugal. São Paulo: Alameda (2011). Exercícios de pesquisa histórica. Belo Horizonte: Edit. da PUC Minas (2011).
Caio Boschi é filiado como sócio, sócio correspondente ou membro, a diversas instituições científicas e culturais, entre as Academia Portuguesa de História, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (sócio emérito), Associação Nacional de História – ANPUH (da qual foi presidente entre 1985 e 1987, Associação Cultural do Arquivo Público Mineiro, (da qual foi presidente entre 2009 e 2010), e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (sócio honorário).
Caio Boschi ocupa a cadeira 30 da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleito em 17 de agosto de 2017 e tomou posse em 13 de abril de 2018.



