Miniatura

Acadêmico
J. D. Vital
Número de Cadeira
10 Patrono: Cláudio Manoel da Costa
Data de Posse
19 de julho de 2021
Posição na Cadeira
3° Sucessor
Status
Membro atual
Contato
jdvital@uol.com.br
Descrição Biográfica
O jornalista, escritor e gestor José das Dores Vital nasceu em Barão de Cocais, Minas Gerais, em 18 de março de 1947, filho de Raimundo Vital Francisco e Lucila Maria Vital. Tem oito irmãos.
Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Odilon Behrens. Frequentou o seminário menor na congregação dos padres orionitas, de 1959 a 1967. Transferiu-se em 1968 para o Seminário Arquidiocesano Coração Eucarístico de Jesus, da Arquidiocese de Belo Horizonte, frequentando o curso integrado de Filosofia e Teologia no Instituto Central de Filosofia e Teologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Formou-se em Filosofia em 1971 e em Comunicação Social em 1974, pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH), da UFMG. Ingressou no jornalismo como “foca”, ou seja, aprendiz, no “Diário de Minas”, onde foi também editor e cronista sobre o cotidiano da capital mineira.
Depois, trabalhou nas sucursais dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo. No rádio, foi comentarista das emissoras Antena Um e Alvorada. Na TV Manchete, apresentou o programa de entrevistas “Gente de Opinião”. Lecionou Jornalismo Impresso na Faculdade de Comunicação da PUC Minas (1974/75).
Na vida pública, chefiou a Assessoria de Imprensa e Relações Públicas dos governadores Tancredo Neves e Hélio Garcia. Voltou à iniciativa privada como gerente de Comunicação e chefe do escritório da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração – CBMM em Belo Horizonte.
Ex-seminarista, dedicou-se a livros-reportagem sobre a Igreja Católica, com destaque para “Como se faz um bispo, segundo o alto e o baixo clero” (Civilização Brasileira, 2012, 362 páginas) e “A revoada dos anjos de Minas” (Autêntica, 2016, 203 páginas), sobre o fechamento do Seminário Maior de Mariana, em 1966. “É um mistério como a Igreja faz um bispo”, disse Carlos Heitor Cony, também ex-seminarista, em conversa com o autor. Roque Camêllo, então presidente da Academia Marianense de Letras, ressaltou o trabalho de pesquisa e de entrevistas com padres e alunos do seminário naqueles tempos turbulentos pós-Concílio Vaticano II.
No jornalismo empresarial, viajou por vários continentes e lançou publicações, em formato de revista, sobre a CBMM, no Japão, na China, na Europa e nos Estados Unidos. Em 1998, publicou “O sol volta a brilhar sobre a Rússia”, com 80 páginas. Com 100 páginas, “A conquista da América” saiu em 1999. “Viagem ao centro do mundo”, sobre o Japão, de 1995, teve 90 páginas. “De novo, o Império do Centro”, sobre a China, é de 1998 e mereceu 108 páginas.
Como colaborador, publicou reportagens especiais no jornal Estado de Minas, dentre elas, “Quem calçará as sandálias do Pescador? ” (2002), sobre a sucessão do papa João Paulo II (que se transformou em livro por sugestão do embaixador José Aparecido de Oliveira) e “Dever da memória”, sobre a Semana Santa em Jerusalém no ano de 2014 e o holocausto judeu. Na revista Ecológico, publicou “Na floresta dos cedros de Deus” (2017), sobre viagem ao Líbano, e “Uma nova estrela no céu do Vaticano” (2021), sobre o cardeal negro de Washington, dom Wilton Daniel Gregory.
Para o “Jornal da Tarde”, escreveu em 1975, quando morou em Milão, na Itália, “A história de um jogador que comprou um time para continuar jogando”, sobre o polêmico ídolo do Milan, Gianni Rivera.
A convite da Academia Mineira de Letras, fez palestras sobre a China em meados de 1990, em mesa presidida por Dario de Faria Tavares; em 2017 sobre os vinte anos da morte de Dom Oscar de Oliveira, arcebispo de Mariana; e em 2020, em videoconferência, “Um repórter na encruzilhada entre Graham Greene e Papa Francisco”, sobre as hesitações de um escritor à procura de um tema.
Casado com Elmás da Silva Sírio Vital, o casal tem quatro filhos e quatro netos. Presidente emérito da Banda de Música Santa Cecília, de Barão de Cocais, sua terra natal, Vital também é membro da Academia Marianense de Letras e no discurso de posse, naquela instituição, fez o “Elogio de Dom Viçoso, o santo de Minas”.
J. D. Vital ocupa a cadeira 10 da Academia Mineira de Letras, para a qual foi eleito em 20 de julho de 2021 e tomou posse em 26 de agosto de 2022.



