O Palacete

O edifício da Academia Mineira de Letras foi construído na década de 1920, provavelmente em 1923/1924, para ser o consultório e residência do médico carioca, radicado na capital mineira, Eduardo Borges da Costa. Inicialmente, a construção abrigou a clínica particular de seu pai. A pequena clínica abrigava uma recepção, consultórios, dois quartos para internação de pacientes além de um laboratório, uma biblioteca e um banheiro. A construção foi planejada para receber ampliação e abrigar a residência da família do Dr. Borges da Costa, uma vez que a estrutura do prédio foi projetada para suportar um segundo andar. As análises dos projetos apresentados à prefeitura mostram o significativo acréscimo sofrido pela edificação em sua planta baixa original e passando a ter dois pavimentos. No Projecto Para Remodelação e Aumento da Residencia do Exmo. Sr. Dr. Borges da Costa, apresentado em 1926, na prefeitura de Belo Horizonte, existe a assinatura do arquiteto Luis Signorelli. Embora não exista confirmação documental, os indícios apontam que o projeto original também ficou a cargo de Signorelli. Trabalharam na obra também importantes artistas como o escultor austríaco Mucchiutti, responsável por muitas obras na cidade, e os marmoristas irmãos Natalli. A execução dos trabalhos ficou a cargo do Sr. Antônio Mias. Após a ampliação o casarão passou a reunir 44 cômodos, incluindo os pertencentes à clinica do Dr. Borges da Costa. Desde o início, a residência tornou-se ponto de referência de políticos, médicos, poetas e outras pessoas de renome que formavam a elite intelectual e política da nova capital. A residência acolheu inúmeros jantares e encontros durante vários anos. Em 1987 foi passada em comodato para a Academia Mineira de Letras e posteriormente restaurada. Em 1994 foi construído um anexo para receber eventos e reuniões. Atualmente o imóvel abriga as atividades da Academia e continua como um ponto de referência da arquitetura e memória da cidade.

Auditório

O Auditório Vivaldi Moreira, edifício anexo da Academia Mineira de Letras, projeto do arquiteto Gustavo Penna, tem uma área construída de 1200 m², elaborado guardando uma harmonia de volumes e elementos arquitetônicos com o palacete Borges da Costa. O foyer-galeria de pé direito duplo e iluminação zenital, tem um auditório de 120 lugares e salões que comportam até 350 pessoas. Estas modernas instalações, mediante contrato prévio, podem ser utilizados por empresas e particulares, para a realização de encontros culturais e sociais.

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