Pedro Rogério Couto Moreira

Nasceu em Belo Horizonte, MG em 16 de dezembro de 1946.
Filho de Ibrantina Brandão Couto Moreira e Vivaldi Moreira.

O acadêmico Pedro Rogério Couto Moreira tem a sublime honra de haver sucedido a seu Pai, o presidente perpétuo da Academia Vivaldi Moreira, na cadeira 38. Nas histórias das academias, é caso raro. Vivaldi faleceu em 26 de janeiro de 2001, e no mesmo ano, em outubro, seu filho foi eleito pela unanimidade dos eleitores de então (38 votos), tendo tomado posse em maio do ano seguinte, em comovente acolhida no Auditório que leva o nome de seu querido antecessor. É sobrinho do poeta Edison Moreira, que ocupou a cadeira 8 da AML até 1988.

Nasceu em Belo Horizonte, aos 16 de dezembro de 1946. Desde cedo conviveu no ambiente literário da casa paterna, onde Vivaldi cultivou uma das maiores bibliotecas particulares do Estado (doada ainda em vida à AML), e na famosa Livraria Itatiaia, de seus tios Edison e Pedro Paulo Moreira, de onde o jovem Pedrim foi balconista e entreteve amorável relação com notáveis escritores mineiros da época, como Mário Mendes Campos, Oiliam José, Milton Campos, Oscar Corrêa, Alberto Deodato, Mário Palmério, Mário Mattos…

Jornalista autodidata desde os 19 anos, ao ingressar na AML Pedro Rogério havia publicado dois livros: Hidrografia Sentimental e O almanaque do Pedrim, ambos relatos memorialísticos de sua atuação como repórter na Amazônia e de sua infância e juventude em Belo Horizonte. Publicou em seguida Bela noite para voar, misto de ficção e história sobre o presidente Juscelino Kubitschek e as revoltas de Aragarças e Jacareacanga; Jornal Amoroso e Jornal Amoroso – Edição Vespertina, em que prossegue na veia memorialística de sua profissão.

Ele realiza sua vida na imprensa fora de Minas Gerais. Primeiramente em São Paulo, como redator de Última Hora (1969). Depois, no Rio de Janeiro até 1983, tendo trabalhado em A Notícia, O Globo e TV Globo, em diferentes funções.

Na Rede Globo, teve ampla atividade como repórter de temas nacionais, sendo destacado para diferentes coberturas em vários pontos do Brasil e do exterior. Conquistou notoriedade na sua atuação na Amazônia, nos anos (década de 80) em que mais se desenvolveu a ocupação daquele espaço do mapa brasileiro até então pouco conhecido do grande público.

Desloca-se do Rio para Brasília como repórter político da TV Globo e em seguida ocupa postos de comando no SBT, Rádio Globo, Radiobrás e Jornal do Brasil. Adquire experiência no ramo da publicidade e propaganda, atuando como diretor de uma das maiores firmas de então, a Esquire Propaganda.

Tendo abandonado o exercício do jornalismo diário, exerceu funções públicas no Executivo (assessor da Presidência da República e técnico do Sebrae) e no Senado Federal. Milita também na vida empresarial, como consultor no setor de telecomunicações. Publica artigos e crônicas em diferentes jornais e revistas de Brasília, de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro.

É detentor de honrarias como a Ordem de Rio Branco, Medalha da Inconfidência, Mérito Tamandaré, Ordem do Mérito Aeronáutico, e outras 16 condecorações civis e militares, da União e de Estados como o de Minas e Maranhão, tendo merecido todas essas distinções ao tempo em que exercia plenamente o jornalismo.

É casado com Yara Ulles Moreira e continua residindo em Brasília, onde pode ser contatado pelo e-mail pedrorogerio@apis.com.br

Cadeira 38

Patrono
Beatriz Brandão (1779–1868)
Fundador
Paulo Brandão (1883–1928)
1º Sucessor
Honório Armando (1891–1958)
2º Sucessor
Vivaldi Moreira (1912–2001)
3º Sucessor
Pedro Rogério Couto Moreira (1946)